segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Parabóla do lápis





Li esse texto não sei bem onde, mas o achei de uma beleza tão pura que decidi aqui reproduzir.Espero que apreciem essa singela ilustração da vida humana, tanto como eu.


:::: Cinco lições que aprendemos com um lápis :::::

1ª LIÇÃO: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos.

>>Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.<<

2ª LIÇÃO: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final ele está mais afiado.

>>Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor. <<

3ª LIÇÃO: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado.

>>Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.<<

4ª LIÇÃO: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.

>>Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.<<

5ª LIÇÃO: O lápis sempre deixa uma marca.

>>Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços.<<

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Life Ocean




We are Ships...
Ships that sail on an oncean called Life.
You will cross calm water.
You will cross horrendous storms.
Sometimes your ship will break.
And in time you will fix it.
Sometimes your ship will start to sink.
And some sailors you invited for your crew, to sail with you on Life Ocean, they WILL rescue you.
Sometimes you will encouter other ships.
Sometimes you just sail alone.
Sometimes your ship will sail fast.
Sometimes your ship will sail slow.
But....
To sail on Life Ocean and survive...
... you must have one thing.
A Compass.
The compass shows you the north.
The compass shows you where to go.
And at Life Ocean you must know that.
Where to go, where you want to go.
Or you will just sail and go to nowhere...
Sometimes you can change for a new destination.
But you will still need the compass to get there.
For sure you will stop in many islands until you get to your destination.
And the compass is the one that will guide you for all those places, safe.
This compass is the most important thing in your Ship.
Please, don’t forget to look for your compass before you leave to the Life Ocean.
Sometimes it may take a long time to find it.
But, for sure, it will be worth.

I think I found my Compass...




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E o tempo voou...



Estou orgulhossísima de meus progressos: consegui viajar, e sozinha. Sério mesmo, fiz tudo sozinha, da compra das passagens, a arrumação da mala. Tá certo que busquei ajuda de muita gente, que
pesquisei valores, que esqueci muita coisa, mas, no fim, tudo deu certo...

Foi uma viagem tranquila, sem atrasos, apesar de ter saído de Frankfurt. Desembarquei no Rio, e meu pai estava lá, foi a primeira imagem significativa que vi. E, em seguida, vi mamãe. E assim, o riso nasceu, pq , nesse instante, me senti de novo em segurança. O sábado estava particularmente bonito, a luz do fim da tarde era inspiradora, e a ida ao hotel foi agradável, apesar do trafego intenso.

Minha primeira refeição em solo brasileiro foi um legítimo sashimi, acreditam que fiquei quase um ano sem provar dessa delícia? E depois da refeição, me perguntei como fui capaz de, por tanto tempo, me privar de coisas tão básicas, que remetem tamanho prazer? Sim, são ainda perguntas sem respostas, e isso é o que mais me revolta.

Fiquei no Rio por quase três dias, foi só o tempo de fazer uns exames médicos, e me descambei a Gurupi, onde os dias foram de muito sol e calor. Calor humano, para ser mais exata...

Do avião, via Gol, previa o que me aguardava em solo senegalês, ops, tocantinense...Esse clique foi feito por um simpático paraense, que teve a sorte de ir na janela que deveria ser minha. (#blah!)

Hoje, reorganizando as coisas para minha volta, percebo o quanto foi importante esse
pit stop, e o quanto voltarei mais forte e segura, para aguentar mais alguns meses longe de casa. E sabendo que, quando fevereiro chegar, terei aqui braços e abraços a minha espera.

domingo, 20 de setembro de 2009

Preparativos



È coisa rápida, mas que está me tomando horas em preparativos: farei uma viagem de 10 dias em terras tupiniquins!\0/

È maravilhoso organizar sua primeira viagem absolutamente sozinha, mas que isso dá um trabalho, isso dá... Descobri nessa excursão, algumas coisas, como por exemplo que a internet te dá mais informações que vc é capaz de assimilar em poucas horas. Claro que também me descobri péssima para interpretar regras de descontos, e na empresa que demonstrou melhor custo benefício, apanhei para compreender o alemão, e eu jurando que tinha avançado nesse idioma.

Lufthansa, que é a empresa que melhor atendeu meu pré-requisitos, pede duas coisas: 1) que eu saia pela Alemanha ( o que convenhamos, não seria nenhum grande sacrifício, contando com o ágil trem), 2) e que, tenha conta ou cartão de créditro de um banco alemão. Bom, eu não tenho conta em banco alemão, mas o que me deixou preocupada é que todo o processo de venda é feito em forma de leilão, e não sei se é isso confiável, o lance é tentador, mas, como não conheço ninguém que tenha usado esse meio, vou declinar a tentação ( lance a começar por 1 euro, imagina se eu não ia gostar de algo assim?)

A outra opção é ir pela Air France, mas o destino seria no Galeão, e não sei se teria o irmão para ser meu cicerone. Enfim, são algumas dúvidas a serem sanadas o mais breve possível, e penso que terei os detalhes todos ainda nessas próximas 48 horas.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sýnthesis




"Dans le ciel, nous voulons être l'oiseau à une aile. Sur terre, nous voulons être deux branches accolées. Le ciel est éternel, la terre immortelle, mais les choses sont éphémères.
L'oiseau à une aile est une créature légendaire. OEil contre oeil, aile contre aile, le mâle et la femelle volent toujours accolés."

Sempre fui precoce: nasci de uma gestação de oito meses. Cedo comecei a falar, a andar, a ler, a escrever… Amei precocemente.
Um determinado dia, fui assim desvendada:
"mente afiada, um olhar detalhado e agudo, mas sensível e feminino. Uma "alma analítica". Alegria contra o vento. Simples , mas profunda. Reativa. Um pouco tempestuosa."

Adorável, não? Sim, também achei, mas é necessário afirmar tbm meus outros lados: Sou uma criatura noturna, quando o sol se põe, é aí que me excito, que meus sentidos se aguçam, que me ponho a falar ardentemente dominada pela ânsia do gênio.
Adoro ser o centro das atenções.
Tenho a necessidade constante de me comunicar e me expressar.
Cansar o corpo dançando a noite inteira, chegando em casa no dia seguinte pela manhã, com olheiras e maquiagem borrada estilo heroin chic, maltratá-lo andando por horas ou passando horas sem comer, apenas depois para sentir-me bem e mais calma na minha convalescença.
Me dou com os páreas, os perseguidos, os excluídos, os malditos, os artistas, os à gauche, os rebeldes – porque eles tbm sou eu.

Porém, só me completo com pessoas inteligentes, bem humoradas. Adoro os vaidosos, senhores de si, os auto-ditadas. Tenho fixação por gente excepcionalmente rara e cativante. Os sexies. Os petulantes. Atrevidos. Os nada óbvios.
Pq a escolha desse tipo de pessoa? Oras, não é evidente minha predileção? São exatamente o tipo de pessoa que sonho ser =)

Dentro de um numeroso grupo de pessoas normais, como aquelas que estudam comigo, tendo a ser silenciosa- por pelo menos 10 minutos =)
Amo gatos, e amo pessoas que amam gatos. Vejo nesse animal, o ideal de porte e personalidade.
Sou moleca, risonha, e tenho crises de bobices explícitas. Ciumenta e inquieta. Boa ouvinte, péssima cantora.
Amiga de meus amigos. Inimigos? Não tomo conhecimento.
Gosto de ver coisas belas, de tocar coisas macias e acetinadas, dos sons e odores agradáveis, gosto de comer bem. E claro, de dormir muito. Gosto de demonstrações de carinho e preocupação. Detesto me sentir coagida ou sufocada.

A cidade mais linda que já vi na vida foi Roma... Pq? pq foi nela que meu pai disse: " Vá minha filha, e siga seu desejo". A coisa mais gostosa que já senti foi o inesperado.
Dentro de carros, trem, avião, eu fico "fora do ar".
Compreendo muitas coisas sobre pessoas e situações através de linguagem corporal.
Adoro falar misturando línguas, divirto-me tentando adivinhar que língua as pessoas estão falando. Tento reconhecer a nacionalidade de alguém pelo seu tipo físico. Aqui é divertido e muito, muito difícil. Não gosto do sol forte que me desanima de andar à pé, prefiro o sol de inverno, que está mais para uma forma de luz. Apesar de preferir o frio ao calor, meu temperamento é solar. E minha euforia, multicolorida.

Sei muito bem jogar com as palavras a meu favor, até pq não tenho tantos atributos estéticos( a não ser que ache alguém mignon faladeira interessante).
Quer me ver contente? Leve-me para dançar.
Quer me ver radiante? Convide-me ao delicioso exercício da fala.
Quer me ganhar pra sempre? Deixe-me cuidar de vc.

Leu até aqui?
Sério mesmo?
Merece um beijo
=*


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fábulas humanas:



"Um carvalho, de bom coração, porém superficial em seus julgamentos, uma vez que acreditava na superioridade da aparência e desconhecia os valores verdadeiros ocultos na essência, olhando a fragilidade do caniço e dele se compadecendo, assim falou:

- A natureza foi injusta com você. Frágil como é, um passarinho é uma carga pesada para suas forças. E o mais fraco dos ventos o abriga a inclinar-se e vergar a fronte. Ainda se tivesse nascido à sombra de minha ramagem e fosse mais alto, eu poderia servir de escudo para você e protegê-lo das tempestades que o ameaçam. Devo acrescentar que o admiro pela maneira como aceita, sem reclamar, a sua pequenez e a sua debilidade.

O caniço agradeceu a compaixão e a bondade do carvalho e replicou: Não se preocupe com a minha suposta fragilidade. Você se engana com ela. Por trás dessa aparência delicada existe, em essência, uma força que me faz ser forte e auto-suficiente. Eu sou flexível. Eu me curvo, se preciso for, mas não quebro. Na verdade, os ventos são mais perigosos para você do que para mim.

Mal terminou de proferir essas palavras, no final do horizonte forma-se um terrível vendaval que, furioso e implacável, fustiga tudo que lhe aparece pela frente. E o carvalho e o caniço são alvos de seus açoites. A árvore enfrenta o vento forte e tenta a todo custo manter-se em pé; a cana dobra, inclina a fronte. O forte, que se julgava alto como as montanhas do Cáucaso e capaz de suportar os violentos temporais, não resiste. E o vento fica mais violento e arranca aquele cuja cabeça era vizinha do céu e cujos pés tocavam o império dos mortos."

"As espécies sobreviventes não são aquelas mais fortes e nem as mais inteligentes. Sobrevivem aquelas mais aptas as mudanças." Charles Darwin

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Elegia




"... we can talk about the streetlights..."
(Josh Rouse)



As vezes nos encontramos, outras vezes, não... O meu dia está assim, tento escrever sobre uma pessoinha muito especial: Leela, é esse seu nome, e ela é , ou foi, sei lá, minha avó. Amanhã será aniversário de morte, e todo ano fico relembrando as coisas lindas que aprendi com ela, e também as coisas boas que sou, graças a sua tão doce influência.

Dona Leela
me ensinou as primeiras palavras em neerd, e me fez gostar tanto de botânica. Tinha verdadeiro amor por plantas, e eu, fascínio extremo pelos insetos. Éramos cúmplices nas descobertas e experiências realizadas no jardim de casa. Evidentemente que foi ela a primeira a desconfiar de minha área de predileção: biologia.

E ela tinha por minha mãe, um amor incondicional, o mesmo que agora, percebo minha mãe sentir por mim. Foi o alicerce da família, e colo quente. Seu tom de voz era alto, mas as palavras, sempre agradáveis. Gostava de cantar, mexer na hortinha, costurar suas peças de retalhos, e cozinhar. Já no final da vida, percebeu-se, nada cética, e voltou a religião de seus antepassados, dessa terra que hoje considero como também minha.

Passado algum tempo de sua partida, percebo que éramos sim, bem parecidas: gostávamos de ler na rede, e depois contemplar o céu as voltas com o chá de maçã. Gatos, sempre foi nossa definição master de beleza e elegância. E cheiro de terra molhada? Era o melhor aroma, só perdia para cheiro do pão caseiro. Predileções culinárias iguais: bolo de fubá, com algumas sementes de erva doce. com café, forte, sempre forte, e sem nenhum tipo de aditivos.


Não posso prever quando nos encontraremos novamente, álias, nem sei se é isso possível, mas particularmente agora, gostaria que isso fosse verdade: queria de novo, poder ter com você, avó amada, aquelas conversas silenciosas, sentada na namoradeira de casa. Aquilo era muito, muito bom... Enquanto não tenho a certeza absoluta da não concretização desse desejo, fico aqui, com a doce especulação que, num piscar de olhos, verei uma porta, e talvez essa porta se abra, e que atrás dessa porta, esteja lá a me fitar, e em seguida, de novo conversar, de mãos dadas, ou não, quem sabe, só nos olhássemos, e , porque, quem sabe, né? Nunca se sabe...